Sucesso profissional: oportunidade ou possibilidade?
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Publicado por Jota

Sucesso profissional: oportunidade ou possibilidade?


Neste artigo irei abordar um conceito bem subjetivo. É algo que enxergo como uma diferença vital e que provavelmente você não deve ter visto ou não verá em outro lugar. Talvez, ao final da leitura, faça total sentido para você incorpora-lo à sua linha de pensamento também. Vou falar sobre a minha conceituação e diferenciação entre oportunidade e possibilidade profissional.

Chega a ser difícil não usar a própria palavra para definir seu conceito, mas vamos lá. Entendo como oportunidade profissional a atuação em que alguém enxergou uma brecha no mercado, uma carência ou uma demanda e fez disso o o seu ganha-pão.  Não importa aqui se essa ação é movida por algum senso de realização pessoal.

Para exemplificar, imagine o seguinte cenário: você enxergou que existe uma carência no mercado por peças mecânicas para reparo de motor de carros e viu ali uma OPORTUNIDADE para ganhar dinheiro. Abriu sua empresa e começou pequeno na distribuição dessas peças para algumas oficinas. De pouco em pouco foi crescendo. Passado alguns anos, sua empresa prosperou. Passou a fabricar uma variedade maior de peças e atingiu mais oficinas no mercado, até mesmo exportando. Agora você tem uma renda satisfatória e vive bem. A menos que você seja um apaixonado por carros ou sonhou desde jovem em trabalhar com veículos automotivos, será que todos esses anos de trabalho te deram prazer?

Não sei se você concorda comigo, mas imagino que,dificilmente alguém, desde criança, sonhe em ter uma fábrica de peças de motores de carros.

O dia tem 24 horas todo os dias, concorda? Dedicamos a maior parte das nossas horas ao trabalho e atividades relacionadas (média de 10 horas por dia). Entendo como importantíssimo fazer algo que, de fato, nos dê prazer e satisfação pessoal. Você gostaria de investir quase 50% das horas da sua vida produtiva em uma atividade que lhe é desgastante?

Daniel Goleman cita em seu livro “Foco”, um estudo feito por pesquisadores britânicos. Nessa pesquisa, eles identificaram quais são os pilares para sustentar a frase “eu amo meu trabalho”. Foi identificado que é fundamental ser de fato bom no que faz, ter reconhecimento pelo mesmo (socialmente e financeiramente) e causar algum impacto na sociedade. Refletindo sobre esses achados, você é capaz de dizer que ama seu trabalho?  É aí que entra a importante conceituação de possibilidade.

O que é a possibilidade?

A possibilidade é representada pela gama de variações em que se pode ganhar dinheiro e viver profissionalmente de uma determinada área ou tema. Por exemplo, existe uma única maneira de se viver de futebol? Ou você está dentro do campo ou não é do meio? Você leu meu artigo “Não saber é diferente de não ser possível”? Se sim, você sabe do que estou falando.

Qual a diferença entre possibilidade e oportunidade?

Qual então é a grande diferença então entre a possibilidade e a oportunidade? A resposta é que na primeira, inevitavelmente, você tem muito mais chances de ser feliz profissionalmente trabalhando com algo (ou do jeito) que verdadeiramente te preenche. E mais: quando você encontrar aquilo que te trará esse sentimento de realização, as chances são de que você terá muito mais garra e vontade para fazer acontecer. Será mais resiliente mediante percalços e perseverá quando muitos desistirem, principalmente se essa sua possibilidade for a oportunidade de outros!

Quantas pessoas você conhece que fecharam a empresa rapidamente ou que desistiram de implementar um projeto no meio do caminho? Sou capaz de apostar que essas pessoas estavam querendo trabalhar em cima de uma oportunidade.

Não me entenda mal. Não estou dizendo que trabalhar sobre uma oportunidade é ruim ou que você será infeliz! Quero apenas te despertar para os benefícios de exercer a possibilidade. Se você não se sente muito satisfeito com o que trabalha hoje, não precisa se desesperar. Existe uma luz no fim do túnel. Existem possibilidades!

Como transformar as possibilidades em realidade?

E para aqueles que disserem:“ah, mas se eu profissionalizar meu hobby ou minha paixão eu pararei de sentir prazer, pois vai virar uma obrigação”, tenho umas perguntas para você:

  1. Será que o Galvão Bueno deixou de apreciar o futebol por que ele narra jogos e tem um programa de debate?
  2. Será que um arquiteto deixou de apreciar uma bela residência e seu design só porque ele também faz projetos?
  3. Será que o dono de um restaurante não sente mais prazer ao comer uma massa e tomar um vinho só porque ele vende esses mesmos produtos em seu negócio?

Para ambos casos, esteja você procurando uma oportunidade ou uma possibilidade, um direcionamento profissional sempre é bem vindo! E claro, se estiver procurando solidificar algum dos pilares do “eu amo meu trabalho”, também é simples: vem comigo!

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